A elevação das barreiras à mobilidade acadêmica em destinos tradicionais como França e Estados Unidos se apresenta como oportunidade para as universidades asiáticas. Países como Singapura, China e Coreia tem buscado criar políticas que atraiam mais estudantes internacionais seja por meio de bolsas de estudo, oferta de cursos em inglês ou facilitando a obtenção de visto de trabalho para estudantes após o termino dos estudos. Essa política tem mostrado resultados.

A Coreia, por exemplo, teve número recorde de estudantes estrangeiros em suas universidades no último ano fruto de um conjunto de medidas como a criação de programas exclusivos para estrangeiros, generosos programas de bolsa e vistos facilitados para estudantes que desejem permanecer no país.

A China, além dos programas de bolsa, tem apostado também nas parcerias com instituições estrangeiras, incluindo universidade americanas, que abriram filiais na China ou novos campi em parceria com universidades locais. Tal aposta na internacionalização também contribui para o desempenho de universidades asiáticas nos rankings internacionais. Atrair estudantes estrangeiros é um dos elementos considerados pelos principais rankings como QS e Times Higher Education (THE) o que aliado ao incremento na infraestrutura e a melhoria na qualidade do ensino e da pesquisa tem feito com que universidades da região Ásia-Pacífico já figurem entre as 10 melhores do mundo em áreas relacionadas a engenharia e tecnologia. Caso essa tendência se confirme, é possível que observemos gradativamente uma mudança no eixo global de mobilidade acadêmica: as universidades asiáticas devem atrair cada vez mais estudantes internacionais em detrimento dos tradicionais centros europeus e americanos.